Parafraseando o grande poeta espanhol Antonio Machado numa feliz tradução para português, "o caminho faz-se caminhando" . E é isso que vimos fazendo desde há, pelo menos, 40 anos. Mas toda a informação coligida nos registos paroquiais ao longo de todo este tempo só desde Setembro de 2016 passou a estar sistematicamente organizada e disponível no projecto "Nós, Portugueses".

Recolhidos em todos os arquivos portugueses, reunimos aqui a maior base de dados portuguesa de índices de registos paroquiais e civis, ultrapassando nesta altura 1.450.400 assentos de baptismo, nascimento, casamento e óbito a que correspondem mais de 2.4 milhões de pessoas pesquisáveis e à indexação, total ou parcial, de 11.636 livros.

Privilegiámos desde sempre os registos de casamentos por serem, naturalmente, os mais ricos em informação. Mas se estes constituem a maioria dos registos pesquisáveis, estão também disponíveis milhares de assentos de baptismo e de óbito. Cada um destes assentos constitui uma peça do gigantesco puzzle que nos permitirá construir um cadastro completo de cada português nos últimos 5 séculos e, através dele, a estrutura do país: social, cultural, profissional, empresarial, etc. que é, em última análise, o objectivo do projecto "Nós, Portugueses".

Perseguindo prioritariamente o levantamento completo dos casamentos registados em Lisboa - onde, sobretudo nos últimos dois séculos, cerca de metade da população era oriunda de todas as outras regiões do país -, estão já disponíveis todos os casamentos que se realizaram na capital ao longo dos 150 anos que medeiam entre 1 de Janeiro de 1768 31 de Dezembro de 1918.

Organizada por Distritos, Regiões Autónomas (e dentro destes, por concelhos e freguesias) e "outros arquivos" - para já Tânger (Marrocos), Colónia do Sacramento (agora Uruguai) e Cabo Verde - que foram, em seu tempo, parte integrante do Império português, essa informação está quantificada nas páginas dos índices dos Registos Paroquiais e Civis.

27 Agosto 2019