Parafraseando o grande poeta espanhol Antonio Machado numa feliz tradução para português, "o caminho faz-se caminhando" . E é isso que vimos fazendo desde há, pelo menos, 40 anos. Mas toda a informação coligida nos registos paroquiais ao longo de todo este tempo só desde Setembro de 2016 passou a estar sistematicamente organizada e disponível no projecto "Nós, Portugueses".

Recolhidos em todos os arquivos portugueses, reunimos aqui a maior base de dados portuguesa de índices de registos paroquiais e civis, ultrapassando nesta altura 1.467.000 assentos de baptismo, nascimento, casamento e óbito a que correspondem mais de 2,460 milhões de pessoas pesquisáveis e à indexação, total ou parcial, de 11.725 livros.

Privilegiámos desde sempre os registos de casamentos por serem, naturalmente, os mais ricos em informação. Mas se estes constituem a maioria dos registos pesquisáveis, estão também disponíveis milhares de assentos de baptismo e de óbito. Cada um destes assentos constitui uma peça do gigantesco puzzle que nos permitirá construir um cadastro completo de cada português nos últimos 5 séculos e, através dele, a estrutura do país: social, cultural, profissional, empresarial, etc. que é, em última análise, o objectivo do projecto "Nós, Portugueses".

Perseguimos prioritariamente o levantamento completo dos casamentos registados em Lisboa onde, sobretudo nos últimos dois séculos, cerca de metade da população era oriunda de todas as outras regiões do país, o que torna este levantamento mais abrangente em termos do país no seu todo. Nessa perspectiva, estão já disponíveis todos os casamentos que se realizaram na capital ao longo dos 165 anos que medeiam entre 1 de Janeiro de 1755 e 31 de Dezembro de 1920, neles se incluindo não apenas os registos paroquiais que mantiveram carácter oficial até 31 de Março de 1911 e os registos civis que passaram a vigorar a partir dessa data mas também todos os casamentos civis realizados nos quatro bairros da Administração do Concelho de Lisboa entre 1878 e 1911.

Organizada por Distritos, Regiões Autónomas (e dentro destes, por concelhos e freguesias) e "outros arquivos" - para já Tânger (Marrocos), Colónia do Sacramento (agora Uruguai) e Cabo Verde - que foram, em seu tempo, parte integrante do Império português, toda esta informação está quantificada nas páginas dos índices dos Registos Paroquiais e Civis.

18 Novembro 2019